quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

Queda-livre

So vazio até agora e o salto ja foi dado, vitória de quem conseguiu algo pra si nessa queda-livre e olha que são vinte e um metros de idade, minha métrica joga fora a lógica e se aproxima cada vez mais de uma insanidade insandessida. Onde eu moro existem crianças brincando no concreto, filhos do asfalto, olhar de lado pelo cantinho do olho virou normal, dos pés a cabeça ja é tradicional na capital do capital. Sinto-me aproximar do meu destido, o chão ta chegando pertinho e eu nem me dei conta da vida jogada fora, do osso do meu cachorro e do velhinho bom que nunca chega, ja cansei de ver pra crêr e nunca aparecer nada, nada de nada, nem um feixe de luz, prece pra esses olhos cegos.
Simples assim vou me deixando levar, me deixando cair vagarosamente num mundo câmera-lenta... E o vento, a brisa é boa e a brisa é tudo aquilo que é momentanio, num curto espaço de tempo eu ja fui e voltei umas trocentas vezes; cultivo flores no meu jardim de flores murchas. Um dia me prometeram vida e vida em abundância, hj eu a tenho lasciva e corrosiva, presa a um frenesi falso no habitual severo de um dia-a-dia falho.
Será que de mim não me resta mais nada ou me joguei por pura vaidade no mundo das traças ?!
Poder ter o querer de querer mais sem tirar maijavascript:void(0)s de quem tem menos.
E num breve momento meu rosto catatônico vai de encontro ao chão, abro-e-fecho os olhos, vôo.

quarta-feira, 7 de julho de 2010

Cheguei ate aqui com um sonho de flores e tiroteios. Ainda me perco dentro dessa felicidade momentania constante que vivo vivendo por ai, as estradas mais leves são andadas por pobres nobres de coração... eu ainda sinto pena do meu outro eu que ficou preso naquela musica, naquela canção sangria intrigante, o sorriso também é bem exitante e o blim blom dos sinos que nunca param. eu vou dormir.

Porque eu não sei e nem tento saber, a morte ou a vida são apenas escolhas de um mesmo ciclo, vai e volta, vem e vai inda e vinda, lembremos da vida.... lembremos da sorte, a morte nunca foi eloquente...frieza.

ja viajei até em sonhos bíblicos mas de nada adiantou.....
eis o vácuo.
eis a bala.



Agora o sol nasceu e a vibração ja é outra, tudo continua a mesma coisa mas minha percepção é outra... outra será minha percepção. seu sonho é meu mundo então. cai e não levantei.


A DOR AGENTE CURTE DE REBORDOSE !

último do lúcidos

Todos se foram...
Eu permaneço aqui
Todos dormiram
Eu permaneço aqui
Todos ja eram
E eu ainda permaneço aqui

Sóbrio, lúcido, lúdico... Louco

Todos se vão
eu também irei
Todos acordaram
Eu me fecharei
num torpor alheio
dessa imensidão...

transparente... negra e corrosiva
o papel ainda continua ácido....

Me acorde quando acordar...

terça-feira, 22 de junho de 2010

Meu mundo só... Meu espírito

Pensei por vezes ser livre como a melodia dessa música
Maquinários e moedas me prendem e não me sentem
Todos a minha volta continuam cegos e trilham o caminho de uma vida rala
Mas ainda sim, sinto o vento e me afeiçoou as pessoas

O sol esta brilhando, olha só e sinta
Agora muito mais que antes, aquecendo a tudo e a todos
será que esta sombra ainda vai se expandir por muito tempo ?
O sol esta brilhando hoje, muito mais que ontem
o ser humando também, a muito mais guerra hoje que a tempos atrás

Meu espirito livre é resultante de várias experiencias
Meu espirito é livre, resultado de várias viajens
Caminho por ai solitário, alheio a maldade do mundo
Meu caminho são as cordas do meu violão
Estrada errante me leve daqui para mais longe
Estrada errante me leve de mim pra mais perto do que sou...


Nunca soube me conter dianter deste holocausto imutável e durante muito tempo me vendi
O sacrificio continua, você é capaz de se sacrificar ?
Carros, routelefone cepas e lular, qual deles vai me salvar ou te salvar ?
Várias são as perguntas sem fim, mas prefiro continuar seguindo em frente
Do que me apoderar desse consumismo inabalável
Eu quero mais o brilho do sol e horizonte dessa mata verde

Meu mundo só que é meu é seu também
Abra mão e sinta brisa
Ela é limpa e suave.... cheira a flor

O sol esta brilhando, olha só e sinta
Agora muito mais que antes, aquecendo a tudo e a todos
será que esta sombra ainda vai se expandir por muito tempo ?
O sol esta brilhando hoje, muito mais que ontem
o ser humando também, a muito mais guerra hoje que a tempos atrás.







escrevo todas as terças, mas nem reparei nisso
me parto em três partes...

terça-feira, 11 de maio de 2010

Ocioso

Passei horas lhe chamando pelo nome e você nem me ouviu, olhava pra tras e fingia que nada acontecia. Realmente nada acontecia e não acontece até hoje, o passar das horas é tão lento quanto o caminhar de uma lesma, o meu ócio criativo ja perdeu a imaginação e nada tem pra fazer a não ser ser ele mesmo... ócio, ócio. Tantas vezes eu desenhei em meus pensamentos idéias e ideais do que poderia vir a acontecer em minha vida mas vejo sempre que a realidade é outra, será que os sonhos são apenas sonhos na realidade ? eu fico me perguntando se ao menos um dia eu vo me levantar dessa cadeira e fazer algo que realmente preste, algo que sirva pra alguém, algo que sirva para eu.
No ônibus reparo bem nas pessoas, uns cabisbaixos outros sorridentes, uns indo outros vindo, todos com seus conceitos e préceitos ja formados, outros não... eu fico ali na ressonância, na sondagem, olhando todos com olhos fixo querendo descobrir alguma coisa neles que falta em mim, alguma peça do meu quebra cabeça que está faltando, a chave do cadeado trancado, mas desço na minha parada e todos continuam lá e eu aqui, é difícil ficar sozinho num meio onde todos se sentem só também, a diferença é que eu sei, admito e tento não ficar me lamentando por isso ao mesmo tempo que as lágrimas caem sem querer cair. Não quero querer essa prolixidade de batimentos desenfreados de coisas vãns, de saídas vulgares, beijos secos e rotinas retinatas, o novo é tão difícil de se viver quanto sair do costume, costume de chorar, costume de viver lembrando do que não se fez, costume de sofrer por antecipação... Não sei, mas sei lá o novo ja é velho se você pensar no que ja foi feito. E quando você tenta sair do labirinto corriqueiro do que ja é feito fazendo o não feito e esse "não feito" vira o que se faz todo dia é hora de que ?
conhecereis a verdade e a verdade vos libertará... espero eu até la.

terça-feira, 26 de janeiro de 2010

Diálogo entre duas partes - Parte final

Meus olhos esqueceram o padrão de beleza exterior, tudo o que vejo agora são traços e formas sem lógica alguma. Esqueci a simetria perfeita dos lábios, e não reconheço mais o valor dessa simetria. Nunca fui boa em cálculos, e dizem-me que é melhor recobrar o juízo, caso contrário não terei chances de sobreviver nesse mundo. Portanto, o valor da perfeita organização desse monte de carne é a vida? muito bem, prefiro mudar de mundo

O silêncio da madrugada nunca foi tão ensurdecedor. Talvez meus gritos estejam anulando qualquer chance desse silêncio adentrar meus poros, corroer a camada fina que mantenho sobre meus músculos e injetar toda sua leveza em minha seiva rubra. Mas não consigo parar de gritar. Acho que algo em mim precisa ser posto para fora o mais rápido possivel, e é uma pena que eu nao consiga expulsá-lo mais velozmente. Meu corpo parece em fúria, e eu não lembro exatamente o motivo, mas tenho nojo da minha carne. Apenas meus olhos conseguem capturar a beleza das formas enegrecidas. Só meus olhos parecem se importar com a vivacidade das cores que me rodeiam, cores tão intensas que chegam a ofuscá-los, e que não condizem com a falta de claridade que o horário deveria me proporcionar. Algumas coisas nao fazem o menor sentido agora, e é dificil organizar minhas idéias com todo esse barulho. Mas vou fechar meus olhos, livrando-os das cores ofuscantes, e vou ignorar minha voz. Mais uma vez vou fingir me extrair do meu corpo, e procurar meu equilibrio interior onde haja apenas os ruídos mórbidos da noite, e onde as cores sejam menos perfeitas.

Por Phillip e Babi

terça-feira, 10 de novembro de 2009

Diálogo entre nós dois - Parte um

Trago dentro de mim um vazio absurdo, que poucas coisas no mundo conseguem completar. É um vazio sem preconceitos e sem nenhum tipo de restrição cultural. Deixo a esse vazio a responsabilidade do novo, para que eu não me torne o quadro da rotina. Não nasci para ceder as regras e aos padrões, eles sõ servem para me mostrar que busco algo diferente deles, seja o que for. Tenho aversão ao constante, prefiro ser a eterna moldura do variável.
A minha constante inconstancia se apoia no imperfeito, poder admirar a beleza do erro é um dom que tenho, não abro mão e guardo no meu mundo visceral. Dentro do novo que digo, busco o velho de hoje em tempos atrás, da moldura do antigo brota a doçura da novidade. As vezes penso em aprender comigo mesmo algo que nem sei.

Não tenho muito o que dizer sobre minha condição de ser eu mesma, não acho que seja algo muito complexo, apenas flexível demais para ser definido. Aprecio pequenos detalhes que talvez a maioria não repare, e me prendo a coisas que seria melhor me abster. Faço planos para que eu desfrute o destempero de ver que no fim, nada saiu como o planejad. Gosto da felicidade por ela ser infinita, inalcançável e relatica. Aprecio também o dom das pessoas serem cínicas e conseguirem fingir tão bem que se satisfazem com tão puco. Procuro manter a paz dentro de mim para que eu consiga transmiti-la a da melhor forma, aos que precisam dela, pois acredito que boas vibrações atravassam as barreiras da pele da mesma forma que transpassam as barreiras da alma e da dureza do coração. O meu olhar ligeiro diz muitas vezes o que eu necessito e não falo por palavras, porém, até mesmo ele me abate a carne. Eu gosto mesmo é do inacabado, e me seduz a doçura fétida e sacra da pureza do pecado, aquela chama que queima do proibido, libido roto, rico...

Eu sigo a mesma trilha que leva alguem a lugar nenhum, querendo tudo como quem não quer um não. Eu me mato só para poder viver e vivo so para morrer nos braços de historias de crises e dramas. Sou de fato amigo do "sofrer-dor", mas vem ser comigo essa mutação, essa camuflação de emoção. Te convido bem... vem




Por: Babi e Phillip