Trago dentro de mim um vazio absurdo, que poucas coisas no mundo conseguem completar. É um vazio sem preconceitos e sem nenhum tipo de restrição cultural. Deixo a esse vazio a responsabilidade do novo, para que eu não me torne o quadro da rotina. Não nasci para ceder as regras e aos padrões, eles sõ servem para me mostrar que busco algo diferente deles, seja o que for. Tenho aversão ao constante, prefiro ser a eterna moldura do variável.
A minha constante inconstancia se apoia no imperfeito, poder admirar a beleza do erro é um dom que tenho, não abro mão e guardo no meu mundo visceral. Dentro do novo que digo, busco o velho de hoje em tempos atrás, da moldura do antigo brota a doçura da novidade. As vezes penso em aprender comigo mesmo algo que nem sei.
Não tenho muito o que dizer sobre minha condição de ser eu mesma, não acho que seja algo muito complexo, apenas flexível demais para ser definido. Aprecio pequenos detalhes que talvez a maioria não repare, e me prendo a coisas que seria melhor me abster. Faço planos para que eu desfrute o destempero de ver que no fim, nada saiu como o planejad. Gosto da felicidade por ela ser infinita, inalcançável e relatica. Aprecio também o dom das pessoas serem cínicas e conseguirem fingir tão bem que se satisfazem com tão puco. Procuro manter a paz dentro de mim para que eu consiga transmiti-la a da melhor forma, aos que precisam dela, pois acredito que boas vibrações atravassam as barreiras da pele da mesma forma que transpassam as barreiras da alma e da dureza do coração. O meu olhar ligeiro diz muitas vezes o que eu necessito e não falo por palavras, porém, até mesmo ele me abate a carne. Eu gosto mesmo é do inacabado, e me seduz a doçura fétida e sacra da pureza do pecado, aquela chama que queima do proibido, libido roto, rico...
Eu sigo a mesma trilha que leva alguem a lugar nenhum, querendo tudo como quem não quer um não. Eu me mato só para poder viver e vivo so para morrer nos braços de historias de crises e dramas. Sou de fato amigo do "sofrer-dor", mas vem ser comigo essa mutação, essa camuflação de emoção. Te convido bem... vem
Por: Babi e Phillip
terça-feira, 10 de novembro de 2009
domingo, 9 de agosto de 2009
Ao cair da noite
A noite cai e um silencio chega sorrateiro. Chega a me dominar de certo modo que somente eu e mais ninguem compreende essa abstinencia que sinto, abstinencia carnal da alma, sendo que em mim habita um outro ser, outro eu que nem sei quem é. A paz que não tenho chega a se transmutar em utopia e incosequente que sou, cometo várias vezes o mesmo erro de sempre. Naturalmente sigo sozinho, como quem está em volto a multidão e nada sente, nem vida, nem pulsar, nem o vazio, nada. Sou uma incognita incolor, quando me olho no espelho é o que vejo; sinto tudo sem ter tato, ouco a todos na minha surdez, é como se fosse uma maldicao hereditária quem vem de tempos em tempos pra me maltrar a pele e o peito, nem mesmo eu sei quem sou nesses momentos lúdicos de insanidade, chego a pensar se um dia realmente saberei quem sou, apenas eu, vestido completamente de nudez, dos pés à cabeca.
Nessa totalidade de sentimentos em ebulicao com a fusao dos meus pensamentos me martirízo sem precisão, chora e as lágrimas secas, como seca o solo da minha paixão. Cativo e estinto de mim mesmo, invisível aos meus próprios olhos. Continuo me consumindo e me devorando até o fim, sugando de mim a ultima gota, me deixo o bago, acabo e silencio que antes era estrangeiro agora se faz natural desse canto vazio, ele é da noite...
O crepúsculo me consome, lentamente aquém-mar, minha pele... tão perto... tão certo.
Suor e lágrimas num ébano total
A pele queima...
A alma chora.
Nessa totalidade de sentimentos em ebulicao com a fusao dos meus pensamentos me martirízo sem precisão, chora e as lágrimas secas, como seca o solo da minha paixão. Cativo e estinto de mim mesmo, invisível aos meus próprios olhos. Continuo me consumindo e me devorando até o fim, sugando de mim a ultima gota, me deixo o bago, acabo e silencio que antes era estrangeiro agora se faz natural desse canto vazio, ele é da noite...
O crepúsculo me consome, lentamente aquém-mar, minha pele... tão perto... tão certo.
Suor e lágrimas num ébano total
A pele queima...
A alma chora.
terça-feira, 4 de agosto de 2009
Abstrato-me de mim
São caladas as ruas por qual passo, as luzes que emito da minha mente são como melódias progressicas; Yes, Jethro Tull; e um fluido rosa que sempre acaba dentro de sua fonta termina onde comeca. Minha viajem, eu gosto de escrever pra musicar, minhas dores, meus amores, tudo aquilo que sinto, minha auto-aversão, de mim ? Meu suposto auto-isolamento, o núcleo de uma doênca incurável pela qual eu luto diariamente, só por hoje na tentativa de viver bem, melhor dizendo, meu viver sonoro na batida de tons descompassados num equilibrio espiritual. Ja escrevi sobre o passado, meu futuro e nunca consegui viver meu presente até o presente momento em que me encontro, entorpecido eu fumo a fumaca, então, porque não deixar as cores tomarem as formas de seus dizeres inaudíveis ? Meu coracão trepida sem sê cedílha, minhas pálpebras fúnebres já não querem se contrair por qualquer pesar, nem mesmo meu penar insiste em abusar de mim, como tantas vezes o fez, sem ter nem pra quê. Escuto todas as batidas da bateria do meu peito e num groove agressivo eu viajo nas vielas e becos das veias que residem meu corpo nú. - Aqui dentro mora um dragão adormecido, conhecido como Dor; dentro de mim existe um gueto que batiso de esqueleto-. Minhas sobras dissonantes me matam a fome de inverdades compostas como quero e ao som de tropicalístico me afundo em um puco mais de melâncolia, pensaria assim como quisera me dizer em sussuros que a noite é bela por seus olhos tristonhos serem meus e de mais ninguém, algozes sem piedade da minha alma. Minha música continua contínua e interminável, correndo na correnteza indomável de nossas cabecas...... Um dia dois sóis queiram os dois lados de mim. Abstrato-me de mim....
terça-feira, 30 de junho de 2009
Amada
A solidão é minha amiga e a muito andamos de mãos dadas com o vento, ao relento e em dores de parto. A partida é lenta e fria, cruel e suculenta, porém, atenta e bem desatanta não me deixa. Juntos já choramos risos e rimos lágrimas, nos alegramos e pelo tempo também nos afundamos em lamentos, eu e ela, minha amada, a solidão, unidos precossemente pelo acaso. Já minguei a minha luz e ela padecera na escuridão das lembraças esquecidas de minha memória, quem de nós viverá então?
Ando ainda sozinho, por ai, a procurar incessantemente pelas retinas de meu olhar e os lábios de minha boca, que de tão rota já não se cala mais e se debruça em longos prantos. Nessas mobílias, já gastas e distântes dessa casa que não existe mais, há apenas meu coração tardio e milindroso, retido em autopiedade e aversão, porque na vida tudo que se almeja é necessário travar uma guerra pra conseguir? Séria mais fácil amar um amor que me ama, do que amar um amor ao qual é preciso consquistar, é duro o chaqualhar das ondas em meu peito apático. Algum dia durante uma era, quando os ciclos se completarem e as rosas desabrocharem, enfim, numa primavera linda, quero estar ao lado dela, qualquer que seja ela, que seja apenas amada. Ssentir-ou cativo do dor, sou couraça morta de uma flor.... ahhh solidão volta e me abraça, por um instante me tens e quero ser teu.
Ando ainda sozinho, por ai, a procurar incessantemente pelas retinas de meu olhar e os lábios de minha boca, que de tão rota já não se cala mais e se debruça em longos prantos. Nessas mobílias, já gastas e distântes dessa casa que não existe mais, há apenas meu coração tardio e milindroso, retido em autopiedade e aversão, porque na vida tudo que se almeja é necessário travar uma guerra pra conseguir? Séria mais fácil amar um amor que me ama, do que amar um amor ao qual é preciso consquistar, é duro o chaqualhar das ondas em meu peito apático. Algum dia durante uma era, quando os ciclos se completarem e as rosas desabrocharem, enfim, numa primavera linda, quero estar ao lado dela, qualquer que seja ela, que seja apenas amada. Ssentir-ou cativo do dor, sou couraça morta de uma flor.... ahhh solidão volta e me abraça, por um instante me tens e quero ser teu.
quinta-feira, 25 de junho de 2009
Duas partes
Hoje eu sou o meu algoz, me recorte em tiras, eu faço rima e a prosa é minha amiga. Me imagino numa noite fria sem ter o que comer como eu ou como você. Durante o dia eu fiz uma viajem por dentro de uma parte, um lado era eu o outro era obscuro, um meio mundo como num gibi, lutando por libertade, tinha sague, lágrimas e vários combos de ataque, eu era o héroi, meu outro era o vilão, enfim, tudo um, lutando contra o um por um destino só, a santidade. Restauro os meus cacos e o que me sobra é uma capa de um pouco de vaidade, pelo o que não fiz, por quem ficou só, pelo que eu deixei pra trás e de pior, no sonho ja fui rei, bedel e também juiz, agora o que eu sei é o ser fraco que ficou em mim, pedindo ajuda, uma esmola, um trocado pra criança comer na escola, eu sei, não sou. Eu me massacro, corto em partes as artérias pra lavar de sangue a alma,meu corpo indolente, que por muitas vezes mente pra não ficar só, duente de agonia, doendo de aflição, bem junto a sua mão pedindo súplica. Eu não quero me manter nesse juizo incolor, eu quero um pouco dessa dor, se for por amor, eu quero amor, não me justifico e nem fico de blá blá blá, eu já matei, ja me roubei, então me afundo nesse poço fundo pra curar a ferida estancada de uma bala de prata. Caminho cego entre o tiroteio, mas quem me tira dessa confusão é o mesmo que me atira pelo abismo da escuridão, eu não ligo, no final tudo vir pó, o mesmo pó que mata essas duas vidas; só. Durante muito tempo tentei me importar com quem não tem armamento pra se defender, fiquei mutilado, devendo meu espírito de corpo fechado, bom, se a vida é minha amiga ou não é minha amiga, há pessoas que não ligam e me determinão mina da estação da morte, quem sabe um trem de sorte. Eu fico por aqui com a ferramenta chave, que não deixo pra ninguém, o labirinto em mim é meu e é meu fim.
quarta-feira, 24 de junho de 2009
Lembranças
A noite é fria e a janela está aberta. Entram por ela lembranças das quais ainda nem tive a oportunidade de desfrutar, por desfrute ou desbunde, talvez. Um dia olharei para trás e verei em mim um eu que não quis ser, pelo fato de ter deixado tanto por fazer. Entre o feito e o não feito ainda sim prefiro o desfeito. A vida é efêmera e nisso eu encontro conforto, até eu me arrepender, quem saiba, talvez eu me arrependa disso, até lá tentarei ser o mais prolixo possível com o que quero. Ser acertivo demais também fica chato, enfim, lembro agora das partidas intermináveis de rpg, das peladas dos fins de semana vestidas de álcool que eu nunca joguei e a lembrança mais nítida que tenho é de uma garota a qual eu conheci mas nunca vi, morava longe em outro estado físico e de espírito, mas me embalava em suas palavras em negrito por vales iluminados, até hoje eu a conheço, mas continuo sem vê-la, com a desculpa de que ja é tarde demais e o que é tarde demais pra uma pessoa de 20 anos de idade ? Bom eu sempre me escondi mesmo numa couraça sólida e maçante, a covardia, sempre quis tudo como se não quisesse nada e nada fiz por tudo o que eu quis, por isso fico aqui acordado em uma muda madrugada fria com a janela aberta lembrando das coisas que nunca fiz, recordando lamentações que nunca quis, chorando lágrimas à flor de lis. Ainda tenho vontade de fechar a janela, dormir na madrugada e fumar meu ultimo cigarro, mas de nada valerá se eu continuar a minguar o meu querer, o meu viver que tanto lutei para ter, então como sempre faço tento me contrariar porque minha melhores idéias me levaram para o fundo de poço e enterrado estou até agora. Termino a vida deixando pra tudo que um dia me fez feliz, a corda, a viola e a gaiola - a corda bamba por onde andei; a viola que toquei e cantei e por fim a gaiola onde me aprisionei.
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