terça-feira, 4 de agosto de 2009
Abstrato-me de mim
São caladas as ruas por qual passo, as luzes que emito da minha mente são como melódias progressicas; Yes, Jethro Tull; e um fluido rosa que sempre acaba dentro de sua fonta termina onde comeca. Minha viajem, eu gosto de escrever pra musicar, minhas dores, meus amores, tudo aquilo que sinto, minha auto-aversão, de mim ? Meu suposto auto-isolamento, o núcleo de uma doênca incurável pela qual eu luto diariamente, só por hoje na tentativa de viver bem, melhor dizendo, meu viver sonoro na batida de tons descompassados num equilibrio espiritual. Ja escrevi sobre o passado, meu futuro e nunca consegui viver meu presente até o presente momento em que me encontro, entorpecido eu fumo a fumaca, então, porque não deixar as cores tomarem as formas de seus dizeres inaudíveis ? Meu coracão trepida sem sê cedílha, minhas pálpebras fúnebres já não querem se contrair por qualquer pesar, nem mesmo meu penar insiste em abusar de mim, como tantas vezes o fez, sem ter nem pra quê. Escuto todas as batidas da bateria do meu peito e num groove agressivo eu viajo nas vielas e becos das veias que residem meu corpo nú. - Aqui dentro mora um dragão adormecido, conhecido como Dor; dentro de mim existe um gueto que batiso de esqueleto-. Minhas sobras dissonantes me matam a fome de inverdades compostas como quero e ao som de tropicalístico me afundo em um puco mais de melâncolia, pensaria assim como quisera me dizer em sussuros que a noite é bela por seus olhos tristonhos serem meus e de mais ninguém, algozes sem piedade da minha alma. Minha música continua contínua e interminável, correndo na correnteza indomável de nossas cabecas...... Um dia dois sóis queiram os dois lados de mim. Abstrato-me de mim....
Assinar:
Postar comentários (Atom)
Nenhum comentário:
Postar um comentário