Trago dentro de mim um vazio absurdo, que poucas coisas no mundo conseguem completar. É um vazio sem preconceitos e sem nenhum tipo de restrição cultural. Deixo a esse vazio a responsabilidade do novo, para que eu não me torne o quadro da rotina. Não nasci para ceder as regras e aos padrões, eles sõ servem para me mostrar que busco algo diferente deles, seja o que for. Tenho aversão ao constante, prefiro ser a eterna moldura do variável.
A minha constante inconstancia se apoia no imperfeito, poder admirar a beleza do erro é um dom que tenho, não abro mão e guardo no meu mundo visceral. Dentro do novo que digo, busco o velho de hoje em tempos atrás, da moldura do antigo brota a doçura da novidade. As vezes penso em aprender comigo mesmo algo que nem sei.
Não tenho muito o que dizer sobre minha condição de ser eu mesma, não acho que seja algo muito complexo, apenas flexível demais para ser definido. Aprecio pequenos detalhes que talvez a maioria não repare, e me prendo a coisas que seria melhor me abster. Faço planos para que eu desfrute o destempero de ver que no fim, nada saiu como o planejad. Gosto da felicidade por ela ser infinita, inalcançável e relatica. Aprecio também o dom das pessoas serem cínicas e conseguirem fingir tão bem que se satisfazem com tão puco. Procuro manter a paz dentro de mim para que eu consiga transmiti-la a da melhor forma, aos que precisam dela, pois acredito que boas vibrações atravassam as barreiras da pele da mesma forma que transpassam as barreiras da alma e da dureza do coração. O meu olhar ligeiro diz muitas vezes o que eu necessito e não falo por palavras, porém, até mesmo ele me abate a carne. Eu gosto mesmo é do inacabado, e me seduz a doçura fétida e sacra da pureza do pecado, aquela chama que queima do proibido, libido roto, rico...
Eu sigo a mesma trilha que leva alguem a lugar nenhum, querendo tudo como quem não quer um não. Eu me mato só para poder viver e vivo so para morrer nos braços de historias de crises e dramas. Sou de fato amigo do "sofrer-dor", mas vem ser comigo essa mutação, essa camuflação de emoção. Te convido bem... vem
Por: Babi e Phillip