terça-feira, 11 de maio de 2010

Ocioso

Passei horas lhe chamando pelo nome e você nem me ouviu, olhava pra tras e fingia que nada acontecia. Realmente nada acontecia e não acontece até hoje, o passar das horas é tão lento quanto o caminhar de uma lesma, o meu ócio criativo ja perdeu a imaginação e nada tem pra fazer a não ser ser ele mesmo... ócio, ócio. Tantas vezes eu desenhei em meus pensamentos idéias e ideais do que poderia vir a acontecer em minha vida mas vejo sempre que a realidade é outra, será que os sonhos são apenas sonhos na realidade ? eu fico me perguntando se ao menos um dia eu vo me levantar dessa cadeira e fazer algo que realmente preste, algo que sirva pra alguém, algo que sirva para eu.
No ônibus reparo bem nas pessoas, uns cabisbaixos outros sorridentes, uns indo outros vindo, todos com seus conceitos e préceitos ja formados, outros não... eu fico ali na ressonância, na sondagem, olhando todos com olhos fixo querendo descobrir alguma coisa neles que falta em mim, alguma peça do meu quebra cabeça que está faltando, a chave do cadeado trancado, mas desço na minha parada e todos continuam lá e eu aqui, é difícil ficar sozinho num meio onde todos se sentem só também, a diferença é que eu sei, admito e tento não ficar me lamentando por isso ao mesmo tempo que as lágrimas caem sem querer cair. Não quero querer essa prolixidade de batimentos desenfreados de coisas vãns, de saídas vulgares, beijos secos e rotinas retinatas, o novo é tão difícil de se viver quanto sair do costume, costume de chorar, costume de viver lembrando do que não se fez, costume de sofrer por antecipação... Não sei, mas sei lá o novo ja é velho se você pensar no que ja foi feito. E quando você tenta sair do labirinto corriqueiro do que ja é feito fazendo o não feito e esse "não feito" vira o que se faz todo dia é hora de que ?
conhecereis a verdade e a verdade vos libertará... espero eu até la.