quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

Queda-livre

So vazio até agora e o salto ja foi dado, vitória de quem conseguiu algo pra si nessa queda-livre e olha que são vinte e um metros de idade, minha métrica joga fora a lógica e se aproxima cada vez mais de uma insanidade insandessida. Onde eu moro existem crianças brincando no concreto, filhos do asfalto, olhar de lado pelo cantinho do olho virou normal, dos pés a cabeça ja é tradicional na capital do capital. Sinto-me aproximar do meu destido, o chão ta chegando pertinho e eu nem me dei conta da vida jogada fora, do osso do meu cachorro e do velhinho bom que nunca chega, ja cansei de ver pra crêr e nunca aparecer nada, nada de nada, nem um feixe de luz, prece pra esses olhos cegos.
Simples assim vou me deixando levar, me deixando cair vagarosamente num mundo câmera-lenta... E o vento, a brisa é boa e a brisa é tudo aquilo que é momentanio, num curto espaço de tempo eu ja fui e voltei umas trocentas vezes; cultivo flores no meu jardim de flores murchas. Um dia me prometeram vida e vida em abundância, hj eu a tenho lasciva e corrosiva, presa a um frenesi falso no habitual severo de um dia-a-dia falho.
Será que de mim não me resta mais nada ou me joguei por pura vaidade no mundo das traças ?!
Poder ter o querer de querer mais sem tirar maijavascript:void(0)s de quem tem menos.
E num breve momento meu rosto catatônico vai de encontro ao chão, abro-e-fecho os olhos, vôo.