quinta-feira, 25 de junho de 2009
Duas partes
Hoje eu sou o meu algoz, me recorte em tiras, eu faço rima e a prosa é minha amiga. Me imagino numa noite fria sem ter o que comer como eu ou como você. Durante o dia eu fiz uma viajem por dentro de uma parte, um lado era eu o outro era obscuro, um meio mundo como num gibi, lutando por libertade, tinha sague, lágrimas e vários combos de ataque, eu era o héroi, meu outro era o vilão, enfim, tudo um, lutando contra o um por um destino só, a santidade. Restauro os meus cacos e o que me sobra é uma capa de um pouco de vaidade, pelo o que não fiz, por quem ficou só, pelo que eu deixei pra trás e de pior, no sonho ja fui rei, bedel e também juiz, agora o que eu sei é o ser fraco que ficou em mim, pedindo ajuda, uma esmola, um trocado pra criança comer na escola, eu sei, não sou. Eu me massacro, corto em partes as artérias pra lavar de sangue a alma,meu corpo indolente, que por muitas vezes mente pra não ficar só, duente de agonia, doendo de aflição, bem junto a sua mão pedindo súplica. Eu não quero me manter nesse juizo incolor, eu quero um pouco dessa dor, se for por amor, eu quero amor, não me justifico e nem fico de blá blá blá, eu já matei, ja me roubei, então me afundo nesse poço fundo pra curar a ferida estancada de uma bala de prata. Caminho cego entre o tiroteio, mas quem me tira dessa confusão é o mesmo que me atira pelo abismo da escuridão, eu não ligo, no final tudo vir pó, o mesmo pó que mata essas duas vidas; só. Durante muito tempo tentei me importar com quem não tem armamento pra se defender, fiquei mutilado, devendo meu espírito de corpo fechado, bom, se a vida é minha amiga ou não é minha amiga, há pessoas que não ligam e me determinão mina da estação da morte, quem sabe um trem de sorte. Eu fico por aqui com a ferramenta chave, que não deixo pra ninguém, o labirinto em mim é meu e é meu fim.
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lindo.
ResponderExcluirescritor dos meus sonhos. ;*